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    MIXTAPE        
O tormento do tempo

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Escrito por Deli Paiva   

MIXTAPE – CD O TORMENTO DO TEMPO

Três garotas, seis instrumentos. Estou falando de MixTape, trio curitibano criado em 2008, formado por Pris Elias (vocal, guitarra e teclado), Renata Monteiro (bateria e percussão) e Helen Negrão (baixo), que apesar do pouco tempo de estrada acaba de lançar o CD de estreia "O tormento do tempo" com músicas cantadas em português que falam sobre relacionamentos amorosos, escolhas impostas pela vida e os perigos que a mesma nos proporciona.

Faixa a faixa é uma verdadeira viagem por várias épocas do rock, por exemplo, "Já não Quero Mais" mescla pop dos anos 1980 com Disco dos anos 1970. "Last Forever", única com letra em inglês (talvez uma preocupação da banda em divulgar o trabalho no exterior já que o Myspace é o principal canal de comunicação com o mundo inteiro e já teve cerca de 458 mil downloads) tem riffs eletrônicos e tecladinnhos também 'a la' anos 1980. "Um erro por um acerto" é um punk rock pop. "Meu Mundo" , música de trabalho que já ganhou versão em videoclipe, com mais peso rock n'roll, é a melhor de todo CD. O indie rock também não ficou de fora, incrementando a faixa "Seguro de vida". Quem gosta de Kid Abelha, vai se identificar bastante com "Resposta". As mais dançantes e alegrinhas são as músicas "Perfeita ilustração" e "Destino", ótimas para as pistas das baladas indie rock.

Essas variações de estilos, sem deixar o rock escapar, mostram como as meninas da MixTape são talentosas e criativas sabendo dosar tudo na medida certa, tornando o trabalho de estreia original que fisga os ouvidos. O CD inteiro pode ser ouvido sem medo!

A produção é de primeira e o encarte apresenta fotos bacanas das moçoilas exibindo modelitos descolados e as letras das músicas. A capa apresenta a banda. Isso mesmo! Apresenta é a palavra correta, pois a foto da banda no CD de estreia é muito importante, servindo como cartão de visitas. E assim fica nitido todo cuidado e carinho da criação não só das letras, melodias, mas também de todo figurino e arte gráfica. Fazer o que gostamos, é isso aí!

Nota 10

MixTape
CD O tormento do tempo
Ano 2009
Gravadora: Virus


Faixas:
01-"Perfeita ilustração"
02-"Seguro de vida"
03-"Meu mundo"
04-"Resposta"
05-"Já não quero mais"
06-"O tormento do tempo"
07-"Um erro por um acerto"
08-"Não sou você"
09-"Destino"
10-"Last forever"
Por: Gisele Santos www.mundorockdecalcinha.com
 

LOU – CD DEVIR

Desde 2005 conheço a banda Lou, da Bahia, quando as meninas entraram em contato pra rolar um som delas em um antigo programa de rádio que eu apresentava. A música era "How Things". Eis que quatro anos se passaram, aconteceram algumas mudanças na formação, e a banda Lou lança o CD de estreia "Devir" . "How Things" faz parte desse debut com nova produção mais onze músicas, algumas cantadas em inglês e outras em português.

Ouvir Lou é sentir emoção em cada poesia cantada com generosas pitadas de rock e algumas vezes com a delicadeza cadenciada transformada em energia. Isso pode ser conferido nas faixas "Dando Sinais" e "Holly Drive", essa última é a mais bonita do álbum.

A vida realmente ensina, como dizem em "Holly Drive", principalmente a transformação do dia a dia - um dos significados da palavra "Devir". Sem sombra de dúvida Lou se transformou em todos os desafios da vida musical e tornou-se uma obra que deixa muito gringo no chão.

O bacana da Lou é que a banda tem personalidade. Daquele tipo de música que você ouve uma vez e se um bom tempo depois ouvir em outro lugar já identifica 'isso é Lou'. Danny (Vocal), Carol (guitarra), Mel (guitarra), Tati (baixo) e Jera (bateria) conseguiram absorver o melhor que existe no rock, hard rock e metal - nadando contra a maré na terra do axé - criando característica marcante.

Nota 9,0

Lou
CD Devir
Ano 2009
Gravadora: Atalho Discos


Faixas:
01-"Tantos egos"
02-"How Things"
03-"A cada dia"
04-"Dando sinais"
05-"Descontrole"
06-"Holly Drive"
07-"Violetas"
08-"Não ser"
09-"Ira"
10-"Paraquedas"
11-"O sumo"
12-"Get away"

Por Gisele Santos www.mundorockdecalcinha.com

   VULCA
 O trabalho de estréia da banda é uma completa miscelânea de idéias e valores, se transformando praticamente em uma experiência de vida. Uma mensagem tão forte e atual, não poderia deixar de se transformar em clipe, o trabalho tão diferente, e intrigante produzido e dirigido por Marluco Izidoro, tem sido presença constante na programação da MTV, fato que fez com que a banda conquista um lugar entre as novas promessas do rock nacional. O time vulcânico se completou recentemente após a entrada de um quinto elemento a banda, o guitarrista Andrezinho. Atualmente o Vulca se prepara para gravação de um novo vídeo-clipe, que por sua vez deve estrear nas telinhas logo, logo. Poucas são as bandas capazes de convencer o grande público e a opinião pública sobre o simples fato dela ser naturalmente a essência verdadeira das infinitas mágicas do que traduz o rock’n’roll. Poucas, claro, dentre aquelas que por si só fazem nenhuma força para serem o que são: criadoras de grandes clássicos sonoros e idéias revolucionárias influenciadoras naqueles sedentos por liberdade de expressão e quebra de preconceitos praticados pelos mais ignorantes, como justificativa de manter viva tal cultura por entre as gerações. Só entende quem namora palavras e sons impulsionadores de um sentimento por vezes esquecido, perdido no meio de multidões em igual situação, buscando formas de conter o crescimento exagerado da própria escassez coletiva de oportunidades para uma vida social digna. Que sentimento é esse? - o encontrado na energia de guitarras distorcidas e na firmeza das batidas do rock, que sustentam seu grito, em todos os sexos, nas mais variadas formas do sentimento de ter o real poder do vigor e da vivacidade questionadora. Tal poder é o da celebração do que manda a natureza quanto a enaltecer a beleza das coisas. Dentre as bandas que nada dizem, podemos encontrar, com certeza, nada mais que nada, sem querer menosprezar inocentes ou alguns que se esforçam em dizer algo honesto. Mas, logicamente, se isso persegue o nada de antes pode tornar-se, em frases ou palavras muito para alguém, ou tudo para o momento. Daí, adotar isso como conceito filosófico, dependerá do teor da procura de cada um e do encontro idealizado por cada um. Na quebra de paradigmas e na energia do rock estão as bandas mais significativas da história do rock. Sem medo de dizer o que pensam e o que todos sentem. “Minha vitrola” quebra antigos paradigmas com o convite a libertação, fazendo-nos valer e ouvir a própria voz interior que nos faz acreditar que somos capazes, pois realmente todos somos. Vulca é vulcão que promove mudanças apenas com palavras como as de “Minha vitrola” que faz pensar nas coisas que deixamos de fazer ou que querem que deixemos de fazer, por que, por quem?

 

 

FELIPE RICOTTA

 

Felipe Ricotta está divulgando seu primeiro disco chamado "Você Não Entendeu Porra Nenhuma" desde o segundo semestre de 2008. Ao todo, já foram 19 shows incluindo Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Atualmente, o músico trabalha na finalização de novas músicas enquanto segue em turnê rodando o país espalhando a semente do disco.
Numa parceria da Ricotta Produções com a Bolacha Discos e a 1Download, o disco está sendo comercializado em forma de cartão de download.
Não existe previsão de uma versão física do disco nem se sabe se o segundo disco será realmente um disco.
"É provável que as músicas sejam lançadas separadamente daqui pra frente."
Além da música, Ricotta continua mantendo seu blog VENHA PARA O MUNDO DE RICOTTA (http://www.carolazevedo.zip.net/) que existe desde 2004 e trabalha na realização de seu primeiro filme, baseado em textos do mesmo.

 

OS PATRÕES

 

As 12 faixas do CD mostram músicas autorais com influências de ritmos variados do punk rock a MPB. Cobaia chega com novidades, trazendo hammonds, synths, violões, cordeões, além da guitarra, baixo e bateria.

As composições , os arranjos e produção tem a participação dos integrantes : Luiz Henrique Spilari (baixo e voz), Rafael Giannini (guitarra e voz) e Armando Chrastello (bateria)
www.patroes.com

 
 
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