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Escrito por Deli Paiva
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| Em tempos nos quais uma única idéia mal-formulada às vezes justifica trabalhos inteiros, qualquer uma das músicas do Besouro Zorah surpreende pela vertiginosa profusão de idéias. Idéias que remetem a influências que estão mais para Jimi Hendrix, Mutantes, Led Zeppelin e Rolling Stones fase “Exile on Main St.” do que para qualquer melhor-banda-de-todos-os-tempos-da-última-semana. Por isso, em tempos de tantas figurinhas repetidas na praça, o disco do Besouro Zorah restitui à palavra álbum o seu sentido original no ramo musical: um disco no qual se colam canções diversas, em oposição ao mero compacto. A banda tem forma e tem conteúdo. Cada uma das 12 faixas desse CD apresenta personalidade própria. | Há a pauleira psicodélica de “A divina comédia do rock’n’roll”. A plangência country de “Estranha flor”. A delicadeza bluesy de “Dia dos pais”. A balada suicida de “Copacabana 125”... Quão alto pode voar esse coleóptero? Arthur Dapieve "O BESOURO ZORAH contagia o público com sua força bruta musical, poética e artística do que um dia merece ser revelado e venerado." Dado Villa-Lobos
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