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texto e foto: Maila-Kaarina Riippa site da banda: www.myspace.com/metalmorphoseband Depois de um tempo fora do ar por razões médicas, cá estou de volta, 100% firme, forte e ON THE ROCKS!!!! Vamos ao assunto que interessa. Cenário heavy metal carioca... Confesso que é mais uma lenda do que uma realidade dada a quantidade de porcarias ditas musicais que se espalham por esta cidade com uma facilidade... Infelizmente rock aqui não tem mais vez. Há sim, um pequeno e mísero espaço onde os que amam o rock´n roll tentam fazer com que a idéia de um cenário se mantenha viva, mas temos que ser realistas, cenário mesmo é so uma idéia e bem distante da realidade. No entanto, de vez enquando acontecem coisas, pois há sim, um grupo de pessoas bem intencionadas que tenta fazer com que o cenário possa ser recriado. Eles produzem eventos, promovem bandas locais, jam sessions, tentam resgatar o metal e o rock´n roll carioca. As vezes temos a nítida sensação de que isso finalmente aconteceu, quando vemos um evento lotado (é raro mais acontece), ou quando vemos bandas com gana de fazer shows - mesmo que não lotados - e tocar como se não houvesse amanhã. Isso foi o que testemunhei no último dia 21 de junho, no Teatro Odisséia, bairro da Lapa, Rio de Janeiro: a volta da banda METALMORPHOSE. Dificilmente alguém com menos de 30 anos de idade sequer ouviu falar deles, mas sem dúvida alguma, para o metal nacional, eles foram uma banda muito representativa nos anos 80, estando no rol das primeiras do Brasil a gravar um LP, sendo junto com Dorsal Atlântica a primeira banda carioca e ter um vinil lançado: ULTIMATUM. Celebrando 25 anos de existência, sim, pois a música é eterna e mesmo a banda tendo parado nunca deixou de existir, e o lançamento do CD “Maldição”, disco inédito do Metalmorphose de 1986, o show foi devidamente filmado e até o final de 2009 será lançado em CD e DVD. O show antológico contou com um set list perfeito para os fãs da época e o heavy metal cantado em português com letras algumas vezes “a la Manowar”, tipo Cavaleiro Negro (Cavaleiro Negro, Cavaleiro do Mal, Empunhe sua espada, Em nome do Metaaaaaal!), nos deram a diversão e a descontração que esperávamos naquele domingo a noite. O grande destaque da banda fica por conta do baterista André Delacroix (Dust from Misery, Imago Mortis, D.A.D.), que além de tocar MUITO, dá um show em matéria de presença de palco e senso de humor, este cara realmente é um showman e pertence aos palcos. O vocalista Tavinho Godoy, o baixista André Bighinzoli e o guitarrista Mario Sevciuc (único membro não original) também deram um show, claro e um grande momento também foi o da participação dos guitarristas originais Celso Suckow e Marcelo Ferreira. Sem dúvida alguma foi uma noite divertida e histórica para os verdadeiros headbangers cariocas. Não estava lotado, mas o curioso foi ver uma mistura de gerações, muita gente nova afim de conhecer o som e toda a galera old school cantado as letras e relembrando uma época inesquecível. Valeu a pena! Stay Rock! COWBOY DUPLO: Papo total de bar ou quase nerd por: Maila-Kaarina Riippa COMO ASSIM MICHAEL JACKSON MORREU??? Já caiu a fixa para você? Eu ainda me encontro num estado de choque daqueles que não nos deixa expressar reações, por isso decidi escrever este texto, preciso começar a colocar isso em minha cabeça. Uma rockeira fã de Michael? Sim!!! Assim como muitos outros, pois o cara é um ícone eterno, uma das maiores personalidades artísticas e musicais de todos os tempos e não estou exagerando. Michael veio de uma época em que o talento era realmente importante, valorizado, buscado e, acima de tudo, querido e exigido. Sua ascenção foi real, pois havia competição de verdade e como um negro americano, pobre e sem talento, ele jamais teria chamado atenção de ninguém. Foram quantos álbuns? Quantas músicas? Quantos vídeo clipes? Não tenho idéia, mas sem pensar muito tenho como me lembrar de no mínimo 10 de cada uma dessas categorias. Quem nunca tentou imitar algum de seus passos quando criança? Mas vamos a cruel verdade existente nas entrelinhas de toda a fama e talento. Se você pesquisar, verá que dificilmente pessoas precoces que alcançam a fama quando muito jovens se tornam adultos "normais". Vemos isso em todas as áreas. Lidar com o assédio, com a ausência total da liberdade, com a falta de possibilidade de se expressar como uma pessoa que sente do mesmo jeito que os outros mortais é praticamente impossível para qualquer ser-humano, principalmente se isso tudo for a única realidade que esta pessoa já viveu, pois desde os 5 anos de idade sua vida já era assim. Michael teve de crescer antisocial, teve de viver escondido, pagou um preço muito alto que gerou em seu ser perdas irreparáveis, uma total falência do "eu", a mais completa impossibilidade de se ser e se considerar apenas humano. Muito cruel isso. Escândalos, mentiras, intrigas, processos...tem como alguém realmente afirmar que as acusações sofridas por ele eram reais? Não temos como saber de nada... Ninguém nunca conheceu Michael Jackson, ninguém nunca saberá quem ele foi de verdade, o que pensava, o que sentia e muito menos como e porque sentia, pois nem o próprio Michael devia saber disso, nem mesmo ele devia saber quem era de verdade. Ele teve fama, teve todas as coisas materiais que um ser humano pode almejar, mas não teve amor, carinho e nem respeito. Nunca teve a chance de realmente mostrar se era ou não uma boa pessoa. Sinceramente, pensar em Michael Jackson vivo é para mim muito mais triste do que pensar nele morto. Morto ele está em paz, vivo ele nunca soube o que era isso. De repente esta passagem chamada morte, essa ruptura, este fim de ciclo ou seja lá o que for, pode ser uma libertação para certas pessoas, pois mesmo sem nenhuma conotação religiosa ou crendice, elas certamente conseguem se libertar do mal que o mundo real as proporcionou. Em respeito total a memória de Michael Jackson, deixo aqui minha mais sincera mensagem: Descanse em paz.
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